FACES DA VIOLÊNCIA NA LITERATURA DE LUÍS DILL: UM ESTUDO DE TRÊS NARRATIVAS PARA JOVENS
Nome: DANILO FERNANDES SAMPAIO DE SOUZA
Data de publicação: 29/11/2024
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ALICE ÁUREA PENTEADO MARTHA | Examinador Externo |
| ARLENE BATISTA DA SILVA | Presidente |
| GASPAR LEAL PAZ | Examinador Interno |
| MARIA AMELIA DALVI SALGUEIRO | Examinador Interno |
| MARIANA PASSOS RAMALHETE | Examinador Externo |
Resumo: A presente tese vincula-se às investigações da Linha de Pesquisa “Literatura: escrita criativa, tradução e ensino” do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo, integrando os diálogos do Grupo de Pesquisa “Literatura e Educação” da mesma instituição. Com abordagem qualitativa e caráter bibliográfico-documental, este estudo teve como objetivo investigar as diferentes faces da violência na literatura juvenil do autor gaúcho Luís Dill. Para isso, foram selecionadas três obras que compõem o corpus principal de análise: A noite das esmeraldas (1997), O dia em que Luca não voltou (2009) e 100 mil seguidores (2019), representando, cada uma, uma década distinta da produção literária do escritor. A análise e interpretação da presença de diferentes formas de violência nas obras selecionadas basearam-se em estudos teóricos sobre o tema, como os de Yves Michaud, Slavoj Žižek, Byung-Chul Han e Marilena Chauí, entre outros pesquisadores. Além disso, o trabalho dialogou com pesquisas sobre a literatura brasileira contemporânea, a partir de autores como Karl Erik Schøllhammer, Tânia Pellegrini e Jaime Ginzburg, e investigações sobre a narrativa juvenil brasileira, com contribuições de João Luís Ceccantini e Alice Áurea Penteado Martha, entre outros. As análises indicaram uma progressão nas formas e manifestações da violência nas narrativas de Luís Dill, refletindo o sistema político-econômico vigente na contemporaneidade. Por meio de seus textos, o autor constrói uma realidade verossímil, fundamentada nas condições históricas e sociais do mundo objetivo, ao mesmo tempo em que realiza uma crítica contundente ao modus operandi da sociedade capitalista. Suas obras mostram como a violência encontra diferentes faces e formas de existir e de se reinventar ao longo do tempo.
