A vida ficcional das coisas

Resumo: Pesquisar nas narrativas literárias, cinematográficas ou em poemas o papel designado às coisas (em nossa cultura moderno-capitalista normalmente vistas como objetos) e como elas agenciam os mundos narrativos (ou poéticos). O estudo pretende ser uma analítica ficcional de como funcionam as redes discursivas por meio das coisas (transformadas em objetos, de modo geral, por nossas práticas sociais e individuais), que são alocadas no limbo da consciência como fantasmagorias complementares de sua posição antropocêntrica. No entanto, as coisas, que tanto fazem para a construção dessa realidade, e que são relegadas a meras muletas de nossas mentes, teimam em mostrar-se como seres fundamentais para a construção do mundo humano. Sem as coisas não existiríamos como tais. Recuperadas e realocadas pela ficção, elas apresentam-se nesse espaço como seres indispensáveis na produção da história humana. Deste modo, o propósito deste projeto é analisar as coisas em sua importância na construção de um enredo narrativo, ou de um poema, como meio de demonstrar que pela arte literária, ou cinematográfica, as coisas são reconhecidas como seres essenciais para a produção da vida humana em todos os seus aspectos. O trabalho será norteado por meio do pensamento de um Heidegger materialista (“A coisa”), de Roberto Esposito, de As pessoas e as coisas e de Emanuele Coccia com o seu retornar do pensamento ao sensível, assim como o de Marx do fetiche da mercadoria. Esperamos, com isso, analisar obras literárias ou cinematográficas em interatividade com o mundo social para estabelecer como as práticas materiais e simbólicas se aglutinam para produzir o mundo essencialmente bio-humano-político.

Data de início: 2020-05-04
Prazo (meses): 60

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Coordenador Sérgio da Fonseca Amaral
Transparência Pública
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