Et in Arcadia ego: Marquês de Sade e a construção da utopia em Os Invisíveis de Grant Morrison

Nome: Attila de Oliveira Piovesan
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 20/05/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luís Eustáquio Soares Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Amaro Xavier Braga Júnior Examinador Externo
Fabíola Simão Padilha Trefzger Examinador Interno
Luís Eustáquio Soares Orientador
Patrício Axel Montenegro Suplente Externo
Rafaela Scardino Lima Pizzol Suplente Interno
Rubens César Baquião Examinador Externo
Sérgio da Fonseca Amaral Suplente Interno

Resumo: A partir do momento em que o autor de quadrinhos Grant Morrison faz do Marquês de Sade
um dos personagens da graphic novel Os Invisíveis, transformando-o em construtor de utopia
em um mundo à beira do evento escatológico que ascenderá a humanidade a um nível superior
de existência, pessoas familiarizadas com os escritos do infame libertino podem questionar as
razões de tal escolha. Assim, este trabalho investiga em que condições o "divino marquês" é
eleito como o candidato adequado para este papel, enquanto tenta entender como o processo de
apropriação na forma de personagem ficcional articula-se aos outros temas presentes na
narrativa: o preço das revoluções, o movimento romântico, a relação problemática entre ficção
e realidade e a realidade como linguagem. Tal empreendimento contará, entre outros, com os
subsídios teóricos do filósofo pós-estruturalista Michel Foucault e do lógico Charles Sanders
Peirce, um dos pais da semiótica moderna, para tratar a questão como espécie de "arqueologia
semiósica", que permita também compreender como as paixões e sua relação com os conceitos
de interesse e egoísmo, surgidos nas esferas da economia e da filosofia moral, resultaram na
postura filosófica perversa de Sade. Entretanto, as implicações não-emancipatórias do uso de
Sade, cuja negatividade radical propagada nos discursos do notório deboche do final do século
XVIII ainda sem paralelo no século XXI, não devem ser desconsideradas e serão analisadas
para entender as potencialidades e limitações do discurso utópico de Morrison, inclusive em
suas aplicações no mundo real.

Palavras-chave: Os Invisíveis. Marquês de Sade. Utopia. Linguagem. Ficção e realidade.

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