ESTÉTICA DA RECEPÇÃO HISTÓRICA DA CIVILIZAÇÃO
BURGUESA: DO LIBERALISMO AO NEOLIBERALISMO

Nome: Diana Carla de Souza Barbosa
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 28/06/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Sérgio da Fonseca Amaral Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Arlene Batista da Silva Examinador Interno
Elizabete Gerlânia Caron Sandrini Suplente Externo
Fabiana Curto Feitosa Examinador Externo
Jorge Luiz do Nascimento Suplente Interno
JUNIA CLAUDIA SANTANA DE MATTOS ZAIDAN Examinador Interno
Maria Fernanda Alvito Pereira de Souza Oliveira Examinador Externo
Sérgio da Fonseca Amaral Orientador

Resumo: A presente Tese tem como objetivo analisar três períodos histórico-estéticos da
civilização burguesa a partir de uma abordagem crítica da obra Modernidade singular:
ensaio sobre a ontologia do presente (2005), do teórico literário Fredric Jameson. São
eles: 1. Modernismo clássico ou heroico; 2. Modernismo Tardio europeu ou ideologia
europeia do Modernismo clássico; 3. Modernidade norte-americana ou ideologia norteamericana do modernismo clássico.
O primeiro período é chamado de heroico ou clássico porque se constituiu como uma
fase de intensa luta de classes ocorrida no interior da Europa, com impacto mundial.
Nenhum segmento social ficou de fora dessa luta pelos rumos da própria história: nem
a aristocracia, nem o clero, nem a burguesia, nem a classe trabalhadora.
Tendo em vista esse cenário, esta tese tem como hipótese o argumento de que o
período da civilização burguesa do modernismo clássico teria sido determinante para o
pensamento, a cultura, a práxis – para a arte, a literatura – porque todas essas
manifestações do espírito humano também incorporaram (em suas especificidades), à
época, o desafio de disputar a história.
O modernismo clássico como cenário histórico em que a própria história esteve em
disputa, como o primeiro período da civilização burguesa, teria sido objeto de
recepção estética-histórica dos períodos históricos posteriores, a saber: o período da
modernidade tardia europeia e o período da modernidade norte-americana.
A modernidade tardia europeia, como período histórico e estético de recepção do
modernismo heroico, teve como epicentro a época que abrange a Primeira e a
Segunda Guerra Mundiais. Por outro lado, a modernidade norte-americana foi e é uma
fase histórica e estética de recepção do modernismo heroico que emergiu a partir da
Segunda Guerra Mundial.
Usando um aporte teórico multidisciplinar – teoria da literatura, filosofia, ciência
política, por exemplo – esta tese investiga os dois períodos históricos e estéticos de
recepção do modernismo heroico citados com o objetivo de analisar o sistema de
censura às lutas de classes que disputavam a história, no interior da primeira fase da
civilização burguesa.
Ao mesmo tempo é desafio desta tese pesquisar, também, o surgimento da estética da
recepção, principalmente considerando os principais teóricos da Escola de Constança,
na Alemanha, na década de 60 do século passado.
Embora de diferentes maneiras, a hipótese aqui desenvolvida é a de que teóricos
como Hans Robert Jauss, Wolfgang Iser e Karlheinz Stierle teriam sido influenciados
pelos dois períodos de recepção citados sobre o modernismo heroico e essa influência
teria sido e tem sido marcante na estruturação ideológica da estética da recepção.
A partir daí o objetivo se concentrou na análise do sistema ideológico de censura,
presente na Estética da Recepção, a partir da relação desta com a modernidade tardia
europeia (ideologia liberal) e com a modernidade norte-americana (ideologia
neoliberal).
Palavras-Chave: Modernismo heroico; modernidade tardia europeia; modernidade
norte-americana; estética da recepção; liberalismo; neoliberalismo.

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