Oralidade ancestral africana: um testemunho na série História dos quilombolas, de Maciel de Aguiar

Nome: ZILDA HOFFMANN
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 30/01/2023
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
JOÃO CLAUDIO ARENDT Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANDRÉ TESSARO PELINSER Suplente Externo
HELENA BONITO COUTO PEREIRA Examinador Externo
JOÃO CLAUDIO ARENDT Orientador
LUÍS EUSTÁQUIO SOARES Examinador Interno
MARIA MIRTIS CASER Examinador Interno

Páginas

Resumo: Análise crítico-interpretativa das narrativas da série “História dos quilombolas”, do autor Sebastião Maciel de Aguiar, que deu existência escritural às histórias contadas pelos velhos descendentes de escravizados do Vale do Cricaré, situado no extremo Norte do Estado do Espírito Santo. A série é composta por quarenta volumes intitulados com os nomes dos personagens negros reais que protagonizam cada narrativa. Dentre elas, foram selecionados aqueles que possuem as marcas da tradição oral herdada dos ancestrais africanos escravizados. Os doze primeiros volumes foram analisados no capítulo 3, tratam dos contos narrados pelos velhos contadores de histórias sobre os negros que foram escravizados, resistiram à opressão e lutaram pela liberdade; os volumes 13 a 16 tratam dos contadores de histórias; o volume 17 conta a história de um famoso violeiro, Chico D´Anta da Viola, devoto de São Benedito. Os volumes 21, 22, 23 e 26 tratam dos componentes do Baile
de Congos que com os velhos contadores de histórias e Chico D’Anta da Viola
organizavam as festas religiosas do Vale do Cricaré, cenário das narrativas. Os
volumes 13 a 26 foram analisados no capítulo 4. As demais narrativas não foram contempladas nesta pesquisa por fugirem à proposta da pesquisa, pois tratam de biografias de personagens mais atuais. A pesquisa é de cunho bibliográfico sobre a tradição oral herdada da cultura africana a partir das reflexões de Hampaté Bâ (2010) e Jan Vansina (2010); e sobre a historiografia, já que a história é o fio condutor temporal das narrativas. Para tal, elegemos a obra de Boris Fausto (1995) para uma contextualização mais geral e para a parte mais específica acerca da História local, as teses de doutorado de Maria do Carmo de Oliveira Russo (2011) sobre a escravidão em São Mateus/ES nos anos de 1848 a 1888; de Simone Raquel Batista Ferreira (2009) sobre as comunidades quilombolas do Sapê do Norte; de Vilma
Almada (1984) sobre a escravidão na segunda metade do século XIX no Estado do Espírito Santo.
Palavras-chave: História dos quilombolas; Sebastião Maciel de Aguiar; Tradição
oral; Historiografia.

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